Obras do VLT de Salvador avançam e entram em nova fase com instalação da via permanente no Trecho 2.

Foto: Thuane Maria/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues visitou, nesta terça-feira (27), as obras do VLT de Salvador e acompanhou o início da instalação da via permanente do Trecho 2 do sistema, com o assentamento dos primeiros metros definitivos de trilhos. O avanço representa um marco na implantação do projeto, ao consolidar fisicamente a infraestrutura ferroviária e sinalizar a transição das obras civis para a configuração final do sistema.

Durante a visita, o governador destacou o avanço das obras e a chegada dos primeiros trens que vão compor o sistema. “Nós já temos dois trens em Salvador e, ao longo de 2026, outros quase 20 trens vão chegar para que possamos realizar os testes e colocar o VLT em funcionamento. A obra segue em ritmo acelerado, com tecnologia, responsabilidade ambiental e diálogo com a população, para garantir um sistema de mobilidade moderno e seguro”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

O Trecho 2 entra agora em uma nova fase de execução com o início do assentamento dos trilhos da via permanente. Nesta etapa, estão sendo implantados 200 metros de via definitiva, em via dupla, divididos em quatro etapas de 50 metros. Os serviços seguem uma sequência técnica precisa, que inclui a montagem das placas de concreto pré-moldadas e o posicionamento dos trilhos.

Para o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, o início da instalação da via permanente demonstra a evolução concreta do empreendimento e reforça o compromisso com planejamento e rigor técnico. “O assentamento dos trilhos definitivos evidencia a passagem das obras para uma nova fase, mais próxima da configuração final do sistema”, destacou.

A secretária estadual de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira, ressaltou que essa etapa também prepara o Trecho 2 para as próximas fases do cronograma, como a implantação dos sistemas, os testes e, futuramente, a operação do VLT. “Cada avanço nos aproxima de um transporte mais eficiente, integrado e sustentável para a população”, pontuou.

Avanço das obras

O VLT de Salvador apresenta avanços expressivos em outros trechos do projeto. Mais de 50% das obras do Trecho 1 já foram concluídas, com mais de 21 quilômetros de via permanente implantados e 4 quilômetros energizados entre a Calçada e o Lobato. O Pátio de Manutenção da Calçada está em fase avançada, enquanto o Pátio de Periperi segue em execução. Também estão em andamento a reforma da Estação Calçada e a construção das paradas, da Unidade de Beneficiamento de Pescados, em São João do Cabrito, do Mercado São Brás do Subúrbio, em Plataforma, além das obras de macrodrenagem e da recuperação da Ponte de São João.

No Trecho 2, além do início da instalação da via permanente, seguem a duplicação da BA-528 (Estrada do Derba), a construção do viaduto sobre a BR-324 e a implantação da Passagem Inferior do Hospital do Subúrbio. A requalificação da Estrada do Derba, corredor estratégico para a mobilidade urbana e o escoamento de cargas em direção ao Porto de Salvador, tem inauguração prevista para o segundo semestre deste ano.

A execução do VLT está organizada em três lotes. O Lote 1, com investimento de R$ 801,4 milhões; o Lote 2, com R$ 395 milhões e o Lote 3, com investimento de R$ 19,1 milhões.

Repórter: Tácio Santos/GOVBA

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Em Brasília, Jerônimo Rodrigues articula investimentos para a Bahia.

Foto: Walterson Rosa/MS

O governador Jerônimo Rodrigues cumpriu, nesta segunda-feira (26), uma extensa agenda institucional em Brasília, com reuniões estratégicas no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. Os encontros tiveram como foco o fortalecimento da parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal, além da articulação de políticas públicas e investimentos estruturantes nas áreas de desenvolvimento regional, infraestrutura hídrica e saúde.

A programação teve início no Palácio do Planalto, onde o governador participou de uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando o diálogo institucional e a cooperação entre os dois governos em pautas estratégicas para o estado.

Na sequência, Jerônimo Rodrigues participou de reunião com representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Governo da Bahia e da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Entre os temas tratados, esteve o Canal do Sertão Baiano, projeto estratégico voltado à ampliação da segurança hídrica e ao desenvolvimento socioeconômico de regiões do semiárido baiano.

No fim da tarde, o governador esteve em audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da secretária estadual da Saúde, Roberta Santana. Na pauta, foram discutidas ações para o fortalecimento da rede de saúde da Bahia, incluindo financiamento, habilitação de novos serviços, investimentos em infraestrutura hospitalar, assistência farmacêutica e projetos estratégicos, como o novo Hospital Baiano de Oncologia, em Feira de Santana, além de iniciativas previstas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Ao avaliar os compromissos na capital federal, o governador destacou a importância da articulação direta com o Governo Federal para viabilizar avanços concretos para o estado. “Viemos dialogar, alinhar projetos e reforçar parcerias fundamentais para garantir mais investimentos, obras e serviços à população baiana. Nosso compromisso é seguir buscando soluções e melhorias para a Bahia, com responsabilidade e diálogo permanente”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

Texto: Eduardo Aiache/GOVBA

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Retomada do Estaleiro Enseada em Maragogipe potencializa indústria naval baiana e geração de emprego.

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues participou, nesta segunda-feira (26), da retomada do estaleiro Enseada com o carregamento do 1º lote das 13 barcaças, no  distrito de São Roque do Paraguaçu, no município de Maragogipe. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado com a indústria naval e o impacto positivo do setor para a economia baiana.

O Estaleiro Enseada voltou a operar em 2025 e o retorno do projeto gerou cerca de 600 empregos diretos e até 900 indiretos, beneficiando moradores do Recôncavo Baiano.  “Felicidade muito grande participar desse retorno da enseada. A volta da geração de emprego. Nós vamos continuar atuando junto com o setor empresarial, com o presidente Lula e com o BNDES, para que o financiamento aconteça e a gente possa ver aqui mais empregos gerados, a indústria naval se destacando e a Bahia contribuindo com essa parte inovadora da indústria brasileira”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

O secretário da Casa Civil, Afonso Florence, destacou os incentivos estaduais. “É a Bahia com a retomada de atividade econômica, em particular nesse caso a indústria naval. Por isso, uma celebração”, ressaltou.

A construção das barcaças da LHG Mining está sendo realizada por quatro estaleiros brasileiros, localizados nas regiões Norte e Nordeste, incluindo o Enseada, um dos maiores do país, com capacidade de processar mais de 100 mil toneladas de aço por ano, operando também em exportação, importação e projetos voltados à energia renovável e hidrogênio verde. “Hoje estamos aqui num dia especial, vendo realmente a construção e a entrega dessas barcaças que vão ser carregadas nos navios oceânicos. São R$80 e R$ 500 milhões de investimento e o retorno da geração de emprego é o que deixa a gente mais feliz”, acrescentou o diretor da LHG, Darlan Carvalho.

Eliane Silva Lima, que atua como assistente de sustentabilidade e é moradora da região, destacou: “ eu sou da Enseada do Paraguaçu, moro aqui do ladinho, eu digo que a empresa fica no quintal da minha casa e muitos funcionários que estão aqui hoje estavam fora e essa retomada veio para agraciar e abençoar nossas vidas”.

Repórter: Joci Santana/GOVBA

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Governo do Estado alcança marca histórica com entrega da 100ª escola de tempo integral em Maracás.

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

A educação baiana viveu um momento histórico neste sábado (24), em Maracás, no sudoeste da Bahia. Ao inaugurar o Colégio Estadual de Tempo Integral Iracy Marlene da Hora Passos, Jerônimo Rodrigues alcançou, em três anos de governo, a marca simbólica e transformadora da 100ª escola de tempo integral com obras iniciadas e concluídas na sua gestão. O ato reafirma o compromisso do Governo do Estado com o futuro de milhares de estudantes e com a valorização da escola pública como instrumento de mudança de vidas.

Durante a solenidade o governador destacou o significado do investimento para a região. “Chegar à 100ª escola de tempo integral é a prova de que estamos no caminho certo. Educação é prioridade absoluta do nosso governo, porque é ela que transforma realidades, cria oportunidades e garante dignidade para os nossos jovens”, afirmou Jerônimo Rodrigues.

A estrutura estudantil contou com investimento de aproximadamente R$ 34,7 milhões. As obras realizadas pela Conder contemplaram a construção de 24 salas, biblioteca, setor administrativo, três laboratórios, sala de atendimento educacional especializado, restaurante estudantil, teatro, campo de futebol society com pista de atletismo, vestiário, quadra poliesportiva coberta com arquibancada, guarita, subestação e 26 banheiros.

“Essa belíssima escola que nós estamos entregando está dentro de um investimento que é o maior do Brasil, de novas escolas com infraestrutura moderna”, declarou o ministro Rui Costa. Também participaram da ocasião a secretária da Educação (SEC), Rowenna Brito e outras autoridades estaduais e municipais, além de estudantes, professores, funcionários, autoridades e pessoas da comunidade. “E hoje, no Dia Internacional da Educação, a gente vem em Maracás para inaugurar esse grande equipamento. A escola nova, do zero. Mas, já são mais de 300 obras inauguradas, entre escolas novas e modernizadas. Quase R$ 11 bilhões investidos na educação”, ressaltou Rowenna Brito.

Para os estudantes, o novo colégio representa esperança e novas perspectivas. A aluna do ensino médio, Michele da Silva, comemorou a entrega da unidade. “A gente se sente valorizado. Agora temos uma escola bonita, completa e com mais oportunidades de aprender e sonhar com o nosso futuro”, disse.

Balanço

A nova unidade integra um investimento total de R$ 9,7 bilhões na ampliação da rede estadual de educação e segue o padrão das escolas modernas do Governo do Estado. Além das 100 escolas já entregues com investimento de R$ 2 bilhões, o governo estadual mantém outras 144 unidades em construção e 168 escolas em obras de ampliação e modernização em toda a Bahia. De 2023 a 2025, o Governo do Estado já investiu R$ 20,3 bilhões na Educação Básica e na Educação Superior.

Repórter: Joci Santana/GOVBA

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Bahia é um dos destaques em produção e qualidade do queijo no Brasil.

Foto: Matheus Pereira- Ascom/Seagri

Nesta terça-feira (20) é celebrado o Dia Mundial do Queijo, um dos alimentos mais consumidos no mundo e que, na Bahia, vem ganhando cada vez mais destaque e conquistando prêmios nacionais e internacionais pela qualidade da produção. Inclusive, o estado é um dos mais antigos produtores do Brasil, através da tradição europeia trazida pelos colonizadores no século XVI.

A quantidade de leite produzido na Bahia, que em 2024 chegou a 1,3 bilhão de litros, além da diversidade do bioma, que inclui a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado, contribuem para a quantidade e variedade de queijos no território baiano. São produzidos desde tipos tradicionais, como o requeijão, o coalho, o de cabra e a muçarela de búfala, até novidades que utilizam umbu, araçá e licuri.

Para o assessor técnico da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Paulo Emílio Torres, o cenário agroindustrial baiano reforça a relevância da cadeia do leite no contexto estadual. Com 185 unidades, as agroindústrias de beneficiamento de leite e derivados constituem o segmento mais numeroso no Estado, superando expressivamente outros ramos agroindustriais, como o de beneficiamento de produtos de abelhas (65), de carne (49), de ovos (38) e de pescado (28).

“O dado evidencia não apenas a capilaridade da atividade leiteira, mas também o papel estratégico da agroindustrialização formal do leite e de seus derivados, especialmente do queijo, como instrumento de agregação de valor, geração de renda e fortalecimento das economias locais. É importante ressaltar que esses empreendimentos operam sob regime de inspeção sanitária, majoritariamente no âmbito do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), o que assegura o cumprimento das normas sanitárias, a qualidade dos produtos e a segurança alimentar”, destaca Torres.

Além das agroindústrias, a produção artesanal de queijo também tem ganhado espaço e relevância, que extrapola o campo produtivo. “É uma atividade que vem configurando-se como uma política pública de caráter inclusivo, ao promover a valorização da pequena produção regional, a geração de renda e a preservação dos saberes tradicionais”, pontua o gestor.

“Esse movimento tem evidenciado a evolução técnica, a valorização do saber fazer local e a identidade cultural e territorial dos queijos baianos, ao mesmo tempo em que demonstra o crescimento e a consolidação dessa tendência gastronômica no Estado e no País”, complementa.

Iguaria surgiu por acidente

O Dia Mundial do Queijo destaca-se como um movimento de caráter cultural e gastronômico, fortemente influenciado por países europeus como Portugal, França, Itália, Suíça e Holanda, historicamente reconhecidos pela tradição, excelência produtiva e elevado consumo dessa iguaria ao longo dos séculos. A ideia é de que o queijo teria surgido de forma acidental, quando pastores — sobretudo de cabras e ovelhas — passaram a transportar o leite em recipientes confeccionados a partir do estômago desses animais, mais especificamente o abomaso, também conhecido como coagulador natural.

Um desses pastores teria esquecido uma bolsa contendo leite em um abrigo e, ao retornar em uma nova jornada, encontrou o conteúdo naturalmente modificado. O que antes era apenas leite havia se transformado em duas partes distintas: uma fração fluida, o soro, e uma massa sólida, de aroma e sabor surpreendentemente agradáveis, nascendo assim o queijo.

Ao longo dos séculos, a arte de fabricação do queijo acumulou conhecimento prático e domínio científico, favorecendo o avanço tecnológico das queijarias e resultando na criação de diversos tipos de queijos em todo o mundo, moldados por fatores culturais, territoriais e produtivos. Um exemplo dessa evolução é o queijo mais caro do mundo, o Pule, elaborado a partir do leite de jumentas da raça Balkan, criadas na Reserva Natural de Zasavica, na Sérvia.

Sua extrema raridade decorre, sobretudo, da baixa produtividade leiteira da espécie, sendo necessários mais de 25 litros de leite para a produção de apenas 1 quilo de queijo,  o que justifica seu elevado valor de mercado, que pode ultrapassar 5 mil euros por quilo. Isso evidencia o elevado grau de sofisticação técnica, evolução gastronômica e domínio cultural alcançado pela humanidade ao longo do tempo, nos mais diversos recantos do mundo.

Produção de queijo no Brasil

No Brasil, a história da produção de queijo está diretamente ligada ao período colonial, uma vez que o produto já se encontrava amplamente diversificado e consolidado na Europa à época da expansão marítima. Esse processo tem marco histórico relevante no século XVI – com a chegada de Tomé de Sousa à Bahia, foram introduzidas vacas leiteiras oriundas das ilhas de Cabo Verde, com a finalidade de garantir a produção de leite para a alimentação dos colonos e, especialmente, das crianças atendidas pelo Colégio dos Meninos de Jesus, a primeira escola jesuíta fundada no Brasil, ainda na década de 1550.

Com a expansão da pecuária leiteira, a produção de queijos passou a assumir caráter estratégico na conservação do leite, ainda que realizada de forma artesanal. Nesse contexto, a fabricação do queijo configurou-se como uma ação tecnológica de conservação, fundamental para prolongar a vida útil e facilitar o transporte do leite, além de garantir a segurança alimentar das populações, especialmente em períodos e regiões que não possuíam métodos modernos de refrigeração.

Com o crescimento e a difusão da pecuária leiteira brasileira, o queijo passou a ganhar destaque na alimentação nacional. Atualmente, todas as regiões do Brasil produzem esse alimento, que ocupa lugar de relevância no hábito alimentar da população, seja por meio do consumo direto, seja como ingrediente fundamental de diversos pratos gastronômicos. De acordo com a Embrapa, a estimativa é de que o país produza cerca de 1 milhão de toneladas de queijo por ano, atrás apenas da União Europeia, Estados Unidos e Rússia.

Fonte
Ascom/Seagri
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Nova Rodoviária da Bahia terá infraestrutura com capacidade de receber 4 milhões de litros de água por mês.

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Para atender à solicitação do consórcio que administrará a nova Rodoviária da Bahia, a Embasa implantou 250 metros de rede distribuidora com capacidade para fornecer até 4 milhões de litros de água ao empreendimento. O volume de água que pode ser utilizado na estrutura por mês equivale a 8 mil caixas d’água de 500 litros.

O volume foi estimado para atender um fluxo de até mil pessoas por dia no local. A Embasa investiu cerca de R$ 100 mil para atender à solicitação do novo empreendimento. Em comparação com a rodoviária de Pernambués, na região do Iguatemi, que encerra as atividades às 23h59 desta segunda-feira (19), o volume de água consumido por mês, ainda que elevado, tem números mais modestos, que equivalem a cerca de 600 mil litros.

Fonte
Ascom/Embasa
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Nova Rodoviária da Bahia impacta importantes áreas, como geração de emprego e renda.

Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O impacto positivo da Nova Rodoviária da Bahia vai além da mobilidade. O novo equipamento gerou cerca de 2.500 empregos diretos e mais de 20 mil indiretos, fortalecendo a economia no estado. Além de movimentar o comércio, valoriza o entorno e consolida Águas Claras como uma nova centralidade urbana de Salvador. Estruturas permanentes de órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Juizado de Menores, AGERBA, ANTT e Transalvador reforçam a segurança, a fiscalização e o atendimento direto ao cidadão.

Durante a inauguração nesta segunda-feira (19), o governador Jerônimo Rodrigues pontuou que: “esse novo equipamento reflete uma visão moderna, que tem transformado a capital baiana com investimentos que ampliam a nossa mobilidade e outras áreas”.

Para moradores da capital baiana, a mudança é sentida já no primeiro contato com o novo espaço. “A rodoviária ficou muito mais organizada, limpa e confortável. Antes, era tudo apertado. Agora, a gente consegue circular com tranquilidade nessa nova estação”, avaliou a auxiliar de serviços gerais, Maria das Graças. O estudante Lucas Ferreira destacou a integração com o metrô: “Descer do trem e já estar dentro da rodoviária facilita muito. Economiza tempo e deixa a viagem menos cansativa”.

A inauguração do equipamento contou com as presenças do vice-governador Geraldo Júnior, do senador Jaques Wagner, além da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, secretários estaduais e outras autoridades. As operações da Nova Rodoviária começam na madrugada desta terça-feira (20).

Repórter: Joci Santana/GOVBA

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“É mais um marco na mobilidade da Bahia”, destaca Jerônimo Rodrigues durante inauguração da nova rodoviária.

Foto: Joá Souza/GOVBA

Quem passa pela BR-324 já consegue perceber que a capital baiana ganhou um novo ponto de partidas e chegadas. Nesta segunda-feira (19), a população passou a contar oficialmente com a nova Rodoviária da Bahia, pensada para transformar a experiência de quem viaja, trabalha e circula pela capital. A inauguração do equipamento foi realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues e as operações começam na madrugada desta terça-feira (20).

“A nova rodoviária é mais um marco na mobilidade para o nosso estado. Além de facilitar a vida de quem está aqui para fazer negócios ou viajar, vai desafogar toda aquela região da antiga. Portanto, hoje está oficialmente inaugurado, um momento de grande celebração”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

Antes da inauguração, o chefe do Executivo embarcou de metrô na estação da atual rodoviária, que mudará de nome, seguindo até a Estação Águas Claras que será a nova Estação Rodoviária, integrada ao terminal. Na ocasião, o governador realizou a entrega do SAC Rodoviária, ampliando o acesso da população a serviços essenciais em um espaço moderno e integrado. Além disso, ele visitou o Centro de Controle Operacional (CCO). “A partir de amanhã, já estaremos atendendo. A estimativa é atender até 20 mil cidadãos por mês, no ponto relevante e estratégico, porque aqui você vai ter o cidadão que vem tanto do interior como da região metropolitana. Temos aqui Defensoria Pública, INSS, Detran, e tantos outros serviços”, acrescentou o secretário da Administração (Saeb), Rodrigo Pimentel.

Nova Rodoviária

Localizada às margens da BR-324, no bairro de Águas Claras, a nova Rodoviária da Bahia nasce com a proposta de ir muito além de um terminal de embarque e desembarque. Construída do zero, em uma área total de 127.235 m ² — sendo cerca de 41 mil metros quadrados de área construída —, ela foi projetada como um grande hub multimodal, conectando rodoviária, metrô, terminal de ônibus urbanos e metropolitanos e, futuramente, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), atualmente em obras.

A nova estrutura amplia significativamente a capacidade do transporte rodoviário na capital. São 41 plataformas de embarque, 24 de desembarque, e 34 áreas destinadas ao estacionamento de veículos operacionais, 33 mangueiras de espera e pátios operacionais organizados, permitindo a circulação diária de cerca de mil ônibus e o atendimento a 363 linhas intermunicipais. A separação entre os fluxos de embarque, no piso superior, e desembarque, no térreo, garante mais fluidez, conforto e segurança para os passageiros.

Segundo o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, a rodoviária foi projetada para funcionar com alto desempenho operacional e foco no usuário. “A mais moderna e maior do Norte/Nordeste. Pensamos cada detalhe para garantir conforto, acessibilidade e eficiência. Desde os fluxos separados até a tecnologia de monitoramento, tudo foi planejado para que o terminal operasse com segurança e qualidade”, explicou.

Pensada para atender a todos os públicos, a rodoviária conta com acessibilidade universal, elevadores, escadas rolantes, sanitários em todos os pavimentos, áreas de descanso, guarda-volumes e sinalização clara. O estacionamento dispõe de 847 vagas, sendo 711 rotativas, incluindo espaços reservados para pessoas com deficiência, idosos, gestantes, motocicletas e bicicletas. O terminal também abriga 130 lojas comerciais, 70 guichês de atendimento e nove salas VIP.

Tecnologia e Sustentabilidade

A tecnologia é outro destaque do equipamento. Toda a operação é monitorada pelo Sistema de Gerenciamento Integrado de Terminais (SIGIT), que centraliza segurança, logística e gestão. São mais de 400 câmeras, incluindo reconhecimento facial, integradas a um Centro de Controle Operacional equipado com 30 monitores de alta definição, garantindo monitoramento contínuo e respostas rápidas.

Além de moderna, a nova Rodoviária é sustentável. O terminal possui certificações internacionais EDGE Advanced e LEED Silver, com economia estimada de 41% de energia, 28% de água e redução de 22% da energia incorporada nos materiais. Conta ainda com estação de tratamento de efluentes, sistema de reutilização de água, drenagem controlada e mais de 33 mil metros quadrados de áreas permeáveis.

Repórter: Joci Santana/GOVBA

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Nova Rodoviária da Bahia impulsiona desenvolvimento e muda a dinâmica urbana em Salvador.

Foto: Manu Dias/GOVBA

A Nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador, que entra em operação na próxima terça-feira (20), já começa a transformar a rotina de moradores e a paisagem urbana da região onde está instalada, em Águas Claras. Muito além de um ponto de embarque e desembarque, o equipamento nasce com a proposta de ser um polo de serviços, mobilidade e desenvolvimento econômico, impactando diretamente bairros como Pirajá, Cajazeiras e o Subúrbio Ferroviário.

Moradora do Solar Vista Mar, próximo à Estação Campinas do Metrô, em Pirajá, a técnica de enfermagem Jaqueline Garcia já percebe os benefícios. “Além da oferta de novos empregos, vai valorizar nossos imóveis”, afirma. A expectativa se repete entre outros moradores do entorno, que veem no novo terminal um fator de dinamização econômica.

É o caso da comerciária Fernanda Coutinho, que vive em um condomínio próximo à Brasilgás. Para ela, a chegada da rodoviária representa mais movimento, oportunidades e valorização do patrimônio. “A região passa a ser mais procurada, com mais serviços e comércio”, avalia.

Com área total superior a 127 mil metros quadrados e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o Terminal Salvador foi concebido como um hub de mobilidade moderno e integrado. O espaço reúne metrô, ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais e, futuramente, será conectado ao VLT. A estimativa é de circulação diária de cerca de 20 mil passageiros, com aproximadamente mil ônibus realizando embarques e desembarques todos os dias.

Mas a rodoviária vai além do transporte. O complexo abriga mais de 200 pontos comerciais e uma ampla rede de serviços, incluindo unidade do SAC, clínica médica, farmácias, delegacia, lojas, lanchonetes e restaurantes. O objetivo é oferecer praticidade e conforto, seguindo um padrão semelhante ao de aeroportos, com foco em tecnologia, acessibilidade e sustentabilidade.

No mercado imobiliário, os reflexos já começam a aparecer. A Ademi-BA observa aumento do interesse por empreendimentos residenciais e comerciais de perfil popular, diferente do padrão corporativo consolidado no entorno da antiga rodoviária. Incorporadoras que já atuam na região buscam novos terrenos para atender à demanda crescente por moradia.

Implantada em uma área já urbanizada e densamente povoada, a nova rodoviária tende a gerar impactos mais rápidos do que os observados há cinco décadas, quando a antiga estação foi transferida para o eixo ACM–Tancredo Neves. Na avaliação de especialistas, os efeitos agora recaem sobre territórios vivos, com comércio ativo e forte presença popular.

Para o governador Jerônimo Rodrigues, mais do que uma obra de infraestrutura a Nova Rodoviária da Bahia se consolida como vetor de transformação social e econômica. “Reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e amplia o acesso da população a emprego, renda e oportunidades”.

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Em novembro, a produção industrial baiana cresceu 0,9%.

Foto: Polo Petroquímico de Camaçari

Em novembro de 2025, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, registrou aumento de 0,9% em comparação ao mês imediatamente anterior, após crescer 2,7% no mês de outubro. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana cresceu 1,5%. No acumulado janeiro a novembro de 2025, registrou crescimento de 1,1%; enquanto no indicador acumulado dos últimos 12 meses teve aumento de 1,4%. Todas as comparações são em relação ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Na comparação de novembro de 2025 com igual mês do ano anterior, apenas três das 11 atividades pesquisadas assinalaram aumento da produção. O segmento de Derivados de petróleo (7,3%) registrou a maior contribuição positiva, devido, principalmente, ao aumento no processamento de gasolina automotiva e óleos combustíveis. Os dois outros segmentos que registraram aumento foram: Celulose, papel e produtos de papel (16,6%) e Indústrias extrativas (14,9%). O segmento de Produtos alimentícios (0,2%) ficou estável no período. Por sua vez, Produtos químicos (-13,2%) exerceu a principal influência negativa no período, explicada especialmente pela menor produção de etileno não-saturado e propeno não-saturado. Outros resultados negativos no indicador foram observados em Couro, artigos para viagem e calçados (-19,3%), Bebidas (-10,6%), Metalurgia (-4,9%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,6%), Produtos de borracha e material plástico (-0,6%) e Minerais não metálicos (-2,3%).

Fonte
Ascom/SEI
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