Governo do Estado institui Decreto do Programa Bahia Sem Fogo durante lançamento da Operação Florestal 2025.

Governo do Estado institui Decreto do Programa Bahia Sem Fogo durante lançamento da Operação Florestal 2025.
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Foto: Ascom/Inema

A cidade de Juazeiro, que completou 147 anos nesta semana, foi escolhida como palco para um importante anúncio na política ambiental baiana. Durante o evento de lançamento da Operação Florestal 2025, na quarta-feira (16), o governador Jerônimo Rodrigues anunciou a instituição oficial do Programa Bahia Sem Fogo, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado. A medida consolida a prevenção e o combate aos incêndios florestais como política pública permanente, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

“Estamos instituindo oficialmente o programa por meio de decreto, com atuação em seis regiões estratégicas: Chapada, Barreiras, Juazeiro, Vitória da Conquista, Porto Seguro e Ibotirama. Estamos garantindo investimentos e colhendo resultados. A Bahia vem reduzindo significativamente as queimadas, graças à atuação do Corpo de Bombeiros, da Sema, dos voluntários e das prefeituras”, declarou o governador.

O anúncio foi feito durante cerimônia no Centro Cultural João Gilberto, com a presença de autoridades civis e militares, lideranças regionais e representantes de órgãos ambientais. O novo decreto cria uma base jurídica sólida para o funcionamento do Bahia Sem Fogo, fortalecendo o planejamento, a destinação de recursos e a articulação interinstitucional para enfrentar os incêndios florestais em todo o estado. O programa atua com foco na prevenção, fiscalização, educação ambiental e apoio às comunidades rurais. A diretora-geral da Sema e coordenadora do Grupo de Trabalho do Bahia Sem Fogo, Daniella Fernandes, destacou que as ações já estão em andamento desde o primeiro semestre de 2025.

“A Sema participa ativamente da Operação Florestal, por meio do Bahia Sem Fogo, com ênfase nas ações de prevenção e mitigação dos incêndios. Antes mesmo do lançamento da operação, percorremos 31 municípios com as Caravanas do programa, nas regiões Oeste, Chapada e Norte. Agora, entramos na segunda fase, retornando à região Norte e chegando ao Extremo Sul. Em breve, retomamos as Rondas Verdes. O trabalho da Secretaria não para.”

Ao comentar a assinatura do decreto, Daniella ressaltou a importância da medida para a continuidade das ações estruturantes. “Mesmo com a intensificação da crise climática e das estiagens prolongadas, conseguimos reduzir em 33% os focos de incêndio em 2024, enquanto o Brasil teve um aumento de 50%. Esse resultado é fruto da intensificação das ações preventivas e da atuação eficiente do Corpo de Bombeiros. A regulamentação do programa garante sua perenidade, amplia os investimentos e fortalece a atuação conjunta do Estado”, destacou.

Comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) é o coronel BM Aloísio Mascarenhas Fernandes, também comemorou o avanço e reforçou a parceria com a Sema na execução da Operação Florestal 2025, que integra o plano de resposta do estado durante o período mais crítico em relação aos incêndios florestais. Este ano, a operação terá reforço de efetivo, novas tecnologias e a ampliação das bases regionais.

“Vamos intensificar nossas ações, com uso de drones para monitoramento, aumento do efetivo e expansão das ações de fiscalização ambiental, em parceria com a Sema. Em 2024, formamos 875 brigadistas em 48 municípios. Este ano, vamos ultrapassar esse número. Receberemos R$ 23 milhões em equipamentos da Secretaria Nacional de Segurança Pública, incluindo 14 picapes com motobomba, viaturas especializadas e equipamentos de proteção individual (EPIs), afirmou o comandante-geral do CBMBA.

O Bahia Sem Fogo agora oficialmente instituído como uma política de Estado, ganha novo fôlego e respaldo legal para continuar promovendo ações de educação ambiental, fiscalização, capacitação de brigadistas, instalação de bases regionais e articulação com comunidades rurais. A meta é reforçar a prevenção e a resposta rápida aos incêndios, garantindo a preservação da biodiversidade e a segurança das populações mais vulneráveis.

Fonte
Ascom/Inema

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